Stonex aumenta estimativa de consumo de gasolina no Brasil para 2025.

A StoneX elevou sua previsão para o consumo brasileiro de gasolina C (com adição de etanol anidro) em 2025, aumentando a expectativa para 46,7 bilhões de litros. Esse ajuste reflete uma maior competitividade da gasolina em relação ao etanol hidratado. Com um aumento projetado de 5% nas vendas em comparação ao ano anterior, essa mudança impacta diretamente motoristas e a mobilidade geral.

Entre janeiro e junho, foram vendidos 22,17 bilhões de litros de gasolina C, representando um crescimento de 3,6% em relação ao ano passado. Essa tendência pode ser atribuída, em parte, à elevação da mistura de etanol anidro na gasolina, que subiu de 27% para 30% em agosto. Segundo Isabela Garcia, analista de Inteligência de Mercado, esse desempenho favorável levou à revisão positiva nas projeções de consumo.

Em detrimento, o etanol hidratado deve apresentar uma retração de 7%, com um volume estimado em 20,3 bilhões de litros. Essa diminuição é consequência do desvio da produção de etanol, que prioriza o anidro, resultando em menos disponibilidade e aumento de preços do hidratado, o que prejudica sua competitividade.

A expectativa de um recorde nas vendas da combinação de etanol hidratado e gasolina, que deve atingir 60,9 bilhões de litros, proporciona um cenário otimista para o setor, impulsionado por previsões de melhora na economia. Para motoristas, isso pode significar não apenas mais opções de combustíveis no mercado, mas também uma reflexão sobre os custos de abastecimento e sua viabilidade a longo prazo.

Essas mudanças no consumo de combustíveis têm implicações diretas na mobilidade, já que a escolha entre gasolina e etanol pode afetar o custo diário dos motoristas. Com a gasolina se tornando uma opção mais competitiva, a forma como os motoristas planejam seus deslocamentos pode ser alterada, influenciando a demanda por serviços de transporte e, potencialmente, afetando o tráfego nas grandes cidades.

Assim, enquanto as previsões de consumo são ajustadas, motoristas e cidadãos em geral devem estar atentos a como essas novas dinâmicas impactam não apenas os preços na bomba, mas também a mobilidade urbana e a sustentabilidade do transporte.

Fonte: Money Times

Equipe Redação

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