Citi revisa queda da inflação e aponta impacto leve das tarifas dos EUA no PIB do Brasil

O Citi revisou sua projeção de inflação para o Brasil em 2025, passando de 5% para 4,8%, refletindo a valorização do câmbio e seus efeitos positivos nos preços de bens transacionáveis. Para 2026, a expectativa para o IPCA é de 4%, desde que a taxa Selic se mantenha estável em 15%.

Embora os economistas do Citi afirmem que as tarifas tarifárias dos Estados Unidos terão um “efeito marginal” na atividade econômica, esse impacto é estimado em uma redução de 0,1 a 0,2 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No entanto, a compensação decorrente de um plano de contingência e a realocação das exportações para outros países podem mitigar esses efeitos.

A projeção de crescimento do PIB para o Brasil é mantida em 2,2% para este ano. No lado fiscal, o banco ajustou sua expectativa para o resultado primário, que deve ser de -0,7% do PIB em 2025, devido às medidas de apoio do governo para setores afetados pelas tarifas de Donald Trump. A dívida bruta do país deve aumentar de 76,5% para 80,3% do PIB.

Em relação às contas externas, o Citi sugere que, apesar do aumento na taxa efetiva de tarifas para 32%, o impacto sobre as transações correntes será restrito e, pela primeira vez desde 2014, pode ocorrer um déficit que superará os ingressos de Investimento Direto no País.

Benefícios e Impactos para Motoristas e Mobilidade

Essas novas projeções econômicas têm implicações diretas e indiretas para os motoristas e a mobilidade nas cidades brasileiras. Com a expectativa de inflação reduzida, os preços dos combustíveis e outros insumos relacionados ao transporte podem se estabilizar ou até diminuir, beneficiando diretamente o orçamento dos motoristas. Além disso, uma inflação controlada pode propiciar um ambiente mais favorável para o poder de compra, permitindo que mais pessoas considerem a aquisição de veículos ou o uso de serviços de transporte.

Por outro lado, a perspectiva de crescimento do PIB, ainda que moderada, sugere uma atividade econômica que pode estimular investimentos em infraestrutura. Para os motoristas, isso pode significar melhorias nas estradas, transporte público mais eficiente e, potencialmente, redução no trânsito. A realocação de exportações e a adaptação do setor produtivo podem também influenciar a demanda por transporte, gerando novas oportunidades de negócios para motoristas autônomos e empresas de logística.

É importante ressaltar que o contexto econômico em transformação afeta não apenas os motoristas individualmente, mas também a mobilidade urbana de forma ampla, refletindo uma rede interconectada que impacta a qualidade de vida nas cidades.

Fonte: Money Times

Equipe Redação

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