PRF inspeciona obras da Ponte Bioceânica e anuncia base em Porto Murtinho.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma visita técnica às obras da Ponte Bioceânica em Porto Murtinho, região de fronteira com o Paraguai. O evento ocorreu na manhã de terça-feira, 13, e contou com a presença do Diretor-Geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, e de importantes autoridades do setor, como o superintendente da PRF no Mato Grosso do Sul, João Paulo Pinheiro Bueno, e representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Durante essa visita, foi anunciada a construção de uma nova Unidade Operacional da PRF em Porto Murtinho, que funcionará como ponto de entrada da Rota Bioceânica no Brasil. Essa nova estrutura é fundamental para intensificar a fiscalização, combater práticas ilegais e garantir a segurança nas vias. Além disso, a unidade melhorará o controle de tráfego e o transporte de cargas e passageiros, fundamentais para uma operação logística eficiente.
A presença de representantes do Paraguai e do Consórcio PYBRA no evento mostra o caráter regional da obra, que se destaca por conectar o Brasil a países como Paraguai, Argentina e Chile. As obras da Ponte Bioceânica estão avançando a passos largos; os pilares já alcançaram 130 metros de altura, solidificando a importância desta infraestrutura que interligará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias.
Com 1.294 metros de extensão, a ponte é composta por trechos que incluem viadutos de acesso e um segmento estaiado de 632 metros. A previsão de entrega para fevereiro de 2026 sinaliza um investimento de R$ 472,4 milhões, viabilizado pela União. Essa obra é considerada uma das mais relevantes da América do Sul e tem o potencial de transformar a matriz logística da região.
Os benefícios dessa infraestrutura são claros: ao encurtar distâncias e reduzir custos de transporte, a Rota Bioceânica promete não apenas impulsionar o comércio exterior, mas também dinamizar o turismo e fomentar o desenvolvimento econômico nos quatro países envolvidos. Para os motoristas, isso representa uma melhoria na mobilidade, maior segurança nas rodovias e a perspectiva de um tráfego mais fluido, resultando em viagens mais rápidas e eficientes.
Fonte: IBL






