Mulheres representam 10% no setor aquaviário, mas dominam o Elektra.

O Starnav Elektra, a primeira embarcação com propulsão híbrida construída no Brasil, iniciou suas operações com uma tripulação composta exclusivamente por mulheres, que ocupam todas as funções a bordo, incluindo comando, navegação e atividades operacionais. Essa iniciativa não apenas destaca o papel crescente das mulheres em um setor onde a presença feminina ainda é reduzida, mas também traz impactos significativos à mobilidade aquaviária, promovendo a equidade de gênero e inspirando novas gerações a se envolverem na área.

Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, as mulheres representavam apenas 17,8% dos empregos no setor em 2024. Nos cargos operacionais, essa participação caiu para 10%, enquanto nas posições de direção foi de 15%. A presença feminina, no entanto, aumentou, com 35% das vagas ocupadas por mulheres em cursos de formação relacionados ao setor, o que indica uma mudança progressiva. Essa formação é crucial não apenas para a inclusão, mas também para trazer novas perspectivas e inovações às operações, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e eficiente.

Primeiro híbrido construído no país

Construído pelo Estaleiro Detroit, o Elektra combina geração de energia convencional com armazenamento em baterias, otimizando seu funcionamento de acordo com a demanda energética. Entre 65% e 70% do conteúdo do projeto é nacional, e a embarcação também pode utilizar HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), um combustível renovável que pode substituir derivados fósseis. Isso não apenas representa um avanço tecnológico, mas também ecoa um compromisso com a sustentabilidade, essencial para a mobilidade futura.

Além disso, a participação feminina se estendeu também à construção do Elektra, com uma média de 58 mulheres trabalhando nas diversas etapas do projeto, em áreas como engenharia e produção. A comandante do Elektra, Isabela Teixeira Ponce de Leon, destaca que o objetivo é fazer com que a presença feminina em funções como comando e operação não seja mais uma exceção, mas uma realidade habitual na Marinha Mercante. Essa transformação social tem o potencial de inspirar um ambiente de trabalho mais inclusivo e diversificado, o que, por sua vez, pode impactar positivamente a eficiência e a segurança das operações aquaviárias.

Fonte: transportemoderno

Equipe Redação

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