Dragagem na Babitonga expande praia em 8,8 km

A draga Galileo Galilei concluiu o alargamento de 8,8 quilômetros da orla de Itapoá (SC), utilizando 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados da Baía da Babitonga. A intervenção faz parte da dragagem de aprofundamento do canal de acesso, coordenada pelo Porto de São Francisco do Sul.
Essa obra se destaca como a maior em extensão de engordamento de praia do Brasil. Os trabalhos iniciaram em outubro de 2025, começando pela Praia Pontal do Norte, passando pela Praia Princesa do Mar e finalizando na Praia Figueira do Pontal.
A conclusão do alargamento da praia introduz uma nova fase de intervenções previstas no projeto, que também abrange a recuperação da restinga e a implantação de dunas, fundamentais para a preservação dos ecossistemas locais.
Investimento compartilhado
Com um custo total de R$ 333 milhões, a dragagem foi possibilitada por uma parceria entre o porto público de São Francisco do Sul e o terminal privado Porto Itapoá. O porto público investirá R$ 33 milhões, enquanto o terminal privado financiará R$ 300 milhões, com um retorno previsto até 2037 através de receitas tarifárias associadas ao aumento de movimentação de cargas.
Além disso, a obra resultará na eliminação da necessidade de fundeio intermediário para as embarcações, proporcionando uma economia estimada em R$ 20 milhões anuais para os navios operantes no terminal. Esse fator não apenas beneficiará os cofres das empresas, mas também contribuirá para uma maior eficiência nas operações marítimas, otimizando a logística de transporte.
Recuperação da orla
Até o momento, já foram plantadas 210 mil mudas de seis espécies nativas em 31 áreas, com a previsão de alcançar 300 mil. O projeto ainda inclui a formação de dunas que variam em altura de 1 a 1,5 metro e em largura aproximada de 26 metros, além de cercamentos, passarelas elevadas e sinalização ambiental.
Para Cleverton Vieira, presidente do Porto de São Francisco do Sul, essa intervenção não só melhora a navegação, mas também promove a proteção costeira. “Ao alinhar melhorias na infraestrutura de navegação a objetivos de restauração ambiental, a obra cria um novo modelo de cooperação porto-cidade”, afirma. A transformação da orla de Itapoá representa, portanto, uma oportunidade de revitalização não apenas da zona costeira, mas também do turismo local e da mobilidade nas áreas circunvizinhas, contribuindo para um futuro mais sustentável e integrado.
Fonte: transportemoderno






