ANTT agora consegue verificar o valor real dos fretes pagos.

ANTT agora consegue cruzar quanto realmente está sendo pago no frete
Desde 24 de maio de 2026, o CIOT se tornou obrigatório para praticamente todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Essa mudança ampliou significativamente a quantidade de informações registradas nos sistemas ligados à ANTT.
O registro inclui dados sobre quem contratou o transporte, quem é responsável pela carga, os veículos utilizados, além da origem, destino e valor do frete. Cada operação recebe um código exclusivo, permitindo um acompanhamento mais preciso do que foi declarado na contratação.
Na prática, essa mudança fortalece a capacidade de fiscalização sobre os valores pagos pelo transporte. O sistema usa essas informações para verificar a regularidade das operações e, quando aplicável, conferir o cumprimento do Piso Mínimo de Frete. Esse processo não só assegura que os motoristas sejam pagos de maneira justa, mas também combate práticas desleais que podem prejudicar a categoria e o setor como um todo.
Além disso, a atualização atinge também as empresas transportadoras. Antes da universalização, a obrigatoriedade estava concentrada nas contratações de transportadores autônomos e equiparados. Agora, o registro passa a contemplar operações envolvendo TAC, ETC e CTC, promovendo uma maior equidade no tratamento das diferentes modalidades de transporte.
Outro aspecto relevante é a prevenção contra irregularidades. Em operações de carga lotação que estão sujeitas ao piso mínimo, o sistema não permite a geração do CIOT caso o valor informado esteja abaixo do mínimo estipulado. Essa medida protege os motoristas, garantindo que não aceitem remunerações abaixo do que é justo.
Além disso, o CIOT deve ser vinculado ao MDF-e, sempre que este documento for exigido na operação. Com essa integração, informações que antes eram dispersas agora estão interconectadas, aumentando as possibilidades de cruzamento durante a fiscalização e contribuindo para um sistema mais transparente e eficiente.
Essas mudanças não apenas beneficiam os motoristas, mas também promovem uma mobilidade mais organizada e justa, refletindo diretamente na segurança e na legitimidade do setor de transporte rodoviário.
Fonte: brasildotrecho






