DHL busca € 3 bilhões na logística da transição energética.

A DHL tem o plano de elevar sua receita global de serviços logísticos voltados à transição energética de € 600 milhões, registrados em 2025, para € 3 bilhões até 2030. Essa meta de crescimento de 400% em cinco anos reflete uma aposta no aumento da demanda por transporte, armazenagem e distribuição de equipamentos utilizados na geração, transmissão e armazenamento de energia.

Esse segmento foi definido como uma prioridade na estratégia de crescimento do grupo até 2030. Para atender a esse mercado em expansão, a DHL está unindo operações de suas três divisões — Express, Global Forwarding e Supply Chain — oferecendo serviços que vão desde o transporte de componentes industriais até a logística reversa e descomissionamento de equipamentos.

A companhia identificou oito segmentos relacionados à transição energética com potencial de crescimento. Entre eles, destacam-se combustíveis alternativos, sistemas de armazenamento de energia por baterias, veículos elétricos, hidrogênio e infraestruturas de geração solar e eólica.

Baterias e energia eólica

Uma das principais frentes de crescimento está no transporte e armazenagem de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. A DHL mantém mais de 20 centros especializados em diferentes países, equipados para proteger os componentes contra temperaturas extremas, umidade e choques térmicos.

A movimentação de baterias exige cuidados específicos de acondicionamento e transporte, principalmente em operações internacionais, onde é fundamental cumprir com regulamentações adequadas.

No segmento de energia eólica, a demanda concentra-se na distribuição de peças de reposição, reduzindo o tempo de inatividade dos equipamentos. A DHL possui mais de 1.100 centros globais de armazenamento avançado, permitindo entregas em até quatro horas para cerca de 88% dos parques eólicos do mundo.

Além disso, a companhia oferece serviços programados e facilita entregas em localidades remotas. Essa abordagem está disponível em 22 países europeus, com planos de expansão para outras regiões.

Oportunidades na cadeia de novas energias

No Brasil, a DHL identifica oportunidades na expansão da geração renovável e desenvolvimento de sistemas de armazenamento de energia. Essas atividades demandam o transporte de equipamentos volumosos e materiais que exigem condições específicas para movimentação.

“A transição energética está criando novas demandas nas cadeias de suprimentos, especialmente em setores que dependem da movimentação de equipamentos de grande porte. Esse fenômeno abre portas para uma logística mais especializada e integrada, capaz de acompanhar o crescimento desses mercados”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil.

A companhia também oferece serviços como armazenagem, abastecimento de linhas de produção e gerenciamento de fornecedores. Essa abordagem diminui os riscos logísticos e antecipa necessidades específicas da operação.

Infraestrutura e investimentos desafiam expansão

Face às perspectivas de expansão, a logística voltada à transição energética ainda enfrenta desafios que podem limitar o crescimento do setor. O transporte de baterias e equipamentos exige instalações específicas, além de um planejamento cuidadoso, dado o alto valor e as características dos produtos.

No Brasil, o acesso aos empreendimentos e a infraestrutura disponível são fatores fundamentais para a viabilidade dessas operações. A demanda por serviços logísticos especializados depende diretamente da execução de novos projetos energéticos, que estão atrelados a investimentos e regulação.

Transporte expresso na estratégia

A expansão das cadeias relacionadas à eletrificação e novas fontes de energia pode aumentar a demanda por transporte expresso de componentes industriais. A interrupção na produção exige soluções rápidas e seguras, atendendo aos requisitos específicos de cada operação.

“À medida que as empresas brasileiras se inserem nas cadeias de eletrificação, cresce a necessidade de soluções logísticas que combinem velocidade e segurança”, conclui Mirele Mautschke, CEO da DHL Express no Brasil.

O fortalecimento da logística voltada à transição energética promete impactos positivos não apenas para as empresas, mas também para os motoristas. Um sistema logístico mais eficiente e integrado pode melhorar a mobilidade, reduzir congestionamentos e facilitar o transporte de insumos essenciais, contribuindo para um ambiente mais sustentável e adaptado às novas demandas energéticas.

Fonte: transportemoderno

Equipe Redação

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