FLG Corp destina R$ 1 bilhão a projetos de operações portuárias.

FLG Corp Investe R$ 1 Bilhão em Projetos de Operações Alfandegadas e Retroportuárias

O contínuo crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros está gerando uma nova onda de investimentos fora dos limites dos terminais portuários. A FLG Corp, especialista em real assets, está avançando em sua estratégia focada em operações alfandegadas e retroportuárias, reunindo cerca de R$ 1 bilhão em quatro projetos em desenvolvimento.

Duas das operações planejadas estão localizadas no eixo de Garuva e Itapoá (Santa Catarina), com um estágio mais avançado. Essas iniciativas totalizam aproximadamente R$ 400 milhões em investimentos, com início das obras programado para novembro e entrega prevista para 18 meses. Os outros dois empreendimentos encontram-se em fase de estruturação, com destaque para a armazenagem de contêineres e suporte às atividades portuárias.

Crescimento Portuário e a Necessidade de Infraestrutura Fora do Cais

O movimento da FLG reflete o ciclo recorde de atividade portuária no país. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, com um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior. A carga conteinerizada teve um destaque ainda maior, com crescimento de 20% em 2024, alcançando 153,3 milhões de toneladas e mantendo a tendência de alta ao longo de 2025.

Essa intensidade nos portos gera uma demanda significativa por áreas que possam absorver mercadorias antes ou depois das operações portuárias, conectando essas cargas às indústrias e centros de distribuição. Fernando Guimarães, Head de Real Estate da FLG Corp, enfatiza a importância da infraestrutura conectada: “A expansão do porto é apenas uma parte da equação. Quando aumenta a movimentação de contêineres, cresce também a necessidade de infraestrutura fora do cais. É preciso ter áreas preparadas para receber, armazenar e organizar essa carga, precisamente nos pontos em que os operadores precisam estar.”

Polo Logístico no Norte de Santa Catarina

A concentração inicial dos investimentos em Santa Catarina é um reflexo do dinamismo do Porto Itapoá, que registrou cerca de 1,5 milhão de TEUs movimentados em 2025, representando um crescimento de 25% e resultando em uma receita operacional líquida de R$ 1,43 bilhão. Com isso, a rota entre Itapoá, Garuva e a BR-101 se consolidou como uma trajetória estratégica para o comércio exterior.

Garuva, também se destaca como um polo logístico emergente, contando com aproximadamente 800 mil m² de galpões em operação e mais 500 mil m² em construção. O cenário é ainda respaldado pelos dados do estado em 2025, que alcançou um recorde de US$ 12,2 bilhões em exportações e movimentou US$ 33,9 bilhões em importações.

Complexidade Aduaneira e Diferenciação Operacional

Ativos voltados para o comércio exterior apresentam complexidades que vão além dos condomínios logísticos convencionais, exigindo sinergia entre localização, rigor operacional e conformidade com as normas alfandegárias da Receita Federal. Para atender a essas exigências, a FLG estruturou uma frente dedicada a desenvolver terminais de contêineres e estruturas retroportuárias alineadas às reais necessidades de indústrias, tradings e operadores logísticos.

Completando seu portfólio existente, que totaliza 223 mil m² de ativos 100% locados e R$ 1,8 bilhão em contratos build-to-suit, a FLG aposta na antecipação de tendências para mitigar gargalos logísticos antes que o mercado sature os terrenos disponíveis. Isso não só beneficia os operadores logísticos, mas também melhora a mobilidade geral na região, permitindo uma distribuição mais eficiente de mercadorias, o que pode resultar em menores custos e tempos de entrega.

Esses investimentos, portanto, não apenas elevam a capacidade portuária, mas propiciam um ambiente mais estratégico para motoristas e toda a dinâmica de transporte de cargas no Brasil.

Fonte: logweb

Equipe Redação

Equipe de redação é um grupo de profissionais que trabalham juntos para criar conteúdo escrito para Motorista.com.br
Botão Voltar ao topo